quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Uma Jóia Nacional

Esse fim de semana, eu fui alugar um filme. Tenho o hábito de saber os filmes que eu vou pegar, normalmente pesquiso um pouco sobre eles antes de sair de casa. Porém esse sábado eu não fiz isso. O único que sabia, era que eu não queria uma comédia romântica típica Hollywoodiana.  
No começo do ano, meu primo me mostrou alguns filmes nacionais bons, decidi então dar mais uma chance as nossas produções. Peguei o filme As Melhores Coisas do Mundo e admito que foi apenas por causa da capa, já que a combinação da foto com o título despertou em mim enorme curiosidade.
Não li a sinopse, tinha medo que ela me fizesse desistir. Meio insegura, levei o filme para casa pensando que seria apenas mais uma história de uma família nordestina ou a vida nas comunidades do Rio de Janeiro. Outro fator que me deu uma má impressão foi ver o que o Fiuk fazia parte do elenco.
Tenho alegria em dizer que eu totalmente subestimei o filme. Tiro o chapéu para a diretora Laís Bodanzky, e o Fiuk de As Melhores Coisas do Mundo, não tem nada a ver com aquele que eu via todos as tardes na TV.
A obra retrata perfeitamente a realidade vivida pelos adolescentes da classe média brasileira.
A insegurança, a necessidade de ser aceito, a influência dos amigos em relação ao consumo de drogas, o uso da internet como meio de desabafo ou exposição, a pressa para ter a primeira transa, a linguagem, os SMS, as festas, e principalmente a importância da família.
Embalado por um dos maiores sucesso dos Beatles, Something, o filme me fascinou.

E eu continuo me perguntando: porque cargas d’agua, Lula O Filho Do Brasil está representando nosso país no Oscar?

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